quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Pilotos dormem durante aterragem

Dois pilotos da companhia “Go”, do Havai, foram suspensos por dormir durante os procedimentos de aterragem do avião. Na Grécia, aconteceu o oposto: o controlador aéreo adormeceu e deixou dois aviões às voltas sobre o mar durante 45 minutos.

As praias, os típicos colares de flores conhecidos por "lei" e a dança tradicional havaiana da hula” evocam uma imagem de calma e relaxamento quando se fala do Havai. Mas dois pilotos da companhia “Go” foram relaxados ao ponto de adormecer num curto voo de ligação entre Honolulu e Hilo, naquele arquipélago estado-unidense do Pacífico. A viagem deveria durar 40 minutos, mas a dupla manteve-se em silêncio durante três quartos de hora.

“Receio que possa haver uma emergência”, disse o controlador aéreo do aeroporto de Hilo. Palavras ouvidas numa gravação a que a agência “Associated Press” teve acesso. Segundo o “Washington Post”, os dois pilotos do avião da “Go” não responderam a nenhuma das quase 12 chamadas dos controladores aéreos durante um período de 17 minutos.

Os pilotos, que foram despedidos e suspensos de voar pela Administração Federal de Aviação, foram acusados de “negligência e imprudência aos comandos de um avião”, diz o jornal “The Guardian”. O capitão Scott Oltman, de 54 anos, ainda acusado de não manter comunicações de rádio, foi suspenso por 60 dias. O primeiro-oficial Dillon Shepley, de 24 anos, apanhou 45 dias.

As penas de suspensão terminaram a 9 de Setembro e desconhece-se, até agora, se os pilotos encontraram novo emprego na cabine de um avião. Estão por esclarecer, também, as razões pelas quais ambos adormeceram. Os exames à cabine do avião não revelaram quaisquer problemas com a pressurização ou com os níveis de monóxido de carbono no habitáculo dos pilotos.

No caso do capitão Scott Oltman, foi-lhe entretanto diagnosticada uma severa apneia de sono obstrutiva, que provoca paragens respiratórias frequentes, impedindo, assim, uma normal e restabelecedora noite de sono. Quanto ao jovem Dillon Shepley, não há justificações para o facto de também ter adormecido, deixando um desperto controlador aéreo á beira de um ataque de nervos.

Na Grécia, foram os pilotos de duas companhias a ficar de cabelos em pé. Na aproximação à ilha de Lesbos, os aviões da companhia Olympic Airlines, proveniente da capital grega Atenas, e outro da Companhia Aérea da Eslováquia andaram três quartos de hora às voltas sobre o mar Egeu.

A controladora aérea, que não foi identificada, não respondeu a nenhuma das várias chamadas dos aviões. “Chamavam a torre para tentar obter indicações para aterrar, mas ninguém respondia”, disse uma fonte policial, citada pelo “Daily Telegraph”, de Inglaterra. “A mulher depois confessou que havia adormecido”, acrescentou aquele tablóide britânico.

O controlo aéreo secundário do aeroporto cumpriu a função para o qual foi concebido, de agir em caso de falha – humana ou da máquina – do controlo principal e ajudou os aviões a aterrar após cerca de 45 minutos a ver navios sobre o mar Egeu. A senhora foi entretanto suspensa.

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